Iniciativa começa pela unidade de NH e será ampliada para outras cidades com atendimento a crianças atípicas, fortalecendo suporte emocional e inclusão
Em um cenário em que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige atenção cada vez mais especializada, a Doctor Clin inicia em Novo Hamburgo um projeto estruturado de acolhimento voltado a pais e responsáveis de crianças com TEA. A iniciativa nasce da realidade de aproximadamente mil crianças atendidas pela instituição e amplia o olhar assistencial para quem também precisa de cuidado: as famílias, especialmente mães que dedicam grande parte da rotina ao acompanhamento terapêutico. A proposta começa pela unidade de NH e será gradualmente estendida às demais cidades que contam com atendimento para crianças atípicas.
O projeto prevê a criação de um espaço organizado de escuta e orientação durante o período em que as crianças realizam terapias, com apoio de equipe multiprofissional formada por psiquiatras e psicólogos. De acordo com a diretora médica da Doctor Clin, Michele Gracioli Schneider, o foco está em garantir suporte emocional e orientação qualificada às famílias.
“O que observamos na rotina dessas mães e pais é uma dedicação intensa, muitas vezes solitária e exaustiva. Eles organizam agendas, acompanham múltiplas terapias e, não raro, deixam o próprio cuidado em segundo plano. Nosso compromisso é mostrar que eles também são parte essencial do processo e precisam ser vistos, ouvidos e amparados”, afirma.
Paralelamente, a Doctor Clin implantou placas informativas e identificação por crachás nos ambientes compartilhados, reforçando o caráter inclusivo dos espaços terapêuticos, onde convivem crianças com e sem desenvolvimento atípico. A sinalização nas salas de espera destaca que o ambiente é um espaço de respeito e inclusão, alertando para possíveis dificuldades de comunicação, interação social ou sensibilidade sensorial, como sons e luzes intensas. A proposta é conscientizar sobre manifestações que podem ocorrer, como gritos ou maior sensibilidade, promovendo empatia e convivência harmoniosa.
“Crianças com desenvolvimento atípico podem apresentar maior sensibilidade a sons, luzes ou mudanças de rotina. Quando a sociedade entende isso, substitui o estranhamento pela empatia. As placas informativas e os crachás fazem parte de uma estratégia maior de conscientização e educação para a inclusão”, completa.
A Doctor Clin informa que o projeto será expandido progressivamente para outras unidades que oferecem atendimento a crianças com TEA, consolidando uma política institucional de cuidado integral às famílias.
Mais informações sobre o projeto e os serviços voltados ao atendimento de crianças com TEA podem ser obtidas diretamente na unidade da Doctor Clin em Novo Hamburgo e nos canais oficiais da instituição.